Moçambique era a dança predileta dos escravos africanos, nos dias em que os senhores lhes concediam folga nos trabalhos. É dançado ainda hoje, embora bastante modificado pelos seus organizadores. Os participantes formam um grande roda, e ao som dos tambores, pandeiros e tuba (uma espécie de chifre), executam uma um sapateado ritmado e monótono, trocando no ar golpes de bastão e cantando estrofes que louvam São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, santos da devoção dos escravos. Cantando e dançando, percorrem a cidade inteira.