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Expedição
até a nascente do Rio Paraitinga - Julho 2005
Uma
vigem fotográfica até a nescente do
rio que corta o centro histórico de São
Luís do Paraitinga. - Fotos:Hélio /
texto: Prof. Hespanhol
(Clique nas Fotos para ampliá-las)
Foi
com enorme prazer que pude visualizar as fotos de
nossa expedição a nascente do rio Paraitinga.
O grupo era formado por mim (Hespanhol), Beatriz,
Mariana, Helinho e Requeijão. Saímos
de São Luís do Paraitinga em direção
a Areias. Lá subimos, até o bairro dos
macacos. Achar a trilha até a nascente, realmente,
foi um sufoco. Na maioria das vezes as informações
não eram compatíveis com as opções
de estrada que tinhamos... As subidas em trilhas cada
vez mais difíceis, faziam com que, algumas
vezes duvidassemos do jeep. No entanto, a cada subida,
nossos olhos brilhavam e nossas emoções
afloravam. A paisagem de inverno, com um céu
maravilhoso, eram acompanhadas de perto pela imensidão
daqueles conjuntos de montanhas. A Bocaina parecia
que queria nos dizer alguma coisa... Talvez, Bom Dia!
Obrigado Bocaina! No primeiro dia não conseguimos
chegar a nascente, tivemos que dormir "de favor",
ao lado de uma capelinha, acampados a 2100m. Foi uma
noite maravilhosa... Compartilhamos barracas, frio,
comida, alegria e muita disposição para
o dia seguinte.
Na
manhã seguinte desmontamos o acampamento e
voltamos ao nosso objetivo. Já próximo
a nescente (era o que nós achavamos), encontramos
"seu Zé Dias"(vide foto), acompanhado
de seu burrico. Perguntamos onde ficava a nescente...
Então ele disse. - É lá onde
eu moro, vou mostrar para vocês. Gente, daí
em diante foi uma dos acontecimentos mais interessantes
da minha vida.
Deixei
o Jeep com a Beatriz e acompanhado do Helinho fomos
conversando estrada a fora, com aquele homem simples,
cheio de fatos para nos contar.
Chegamos a sua casa, um sonho! Ele nos guiou mata
a dentro até a nascente. Foi divino... aprender,
observar, viver momentos com aquela pessoa que acabamos
de conhecer e nos parecia tão próximo.
Parecia que estava nos esperando... ele e o rio, com
águas tão claras, nascendo do ventre
da terra.
Pena
que essas águas não estão sendo
tratadas como merecem, pois ao longo do caminho de
volta para a casa, percebemos a falta da mata ciliar,
o plantio do eucalipto, esgoto lançado diretamente
em suas águas. Ah! meu querido Paraitinga se
eu pudesse te pegaria no colo e não deixaria
você crescer e se perder para longe... manteria
você criança, qual mãe ciumenta.
Obrigado meus queridos companheiros de viagem.
(Prof. Julio Cesar Hespanhol)
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