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Festa do Divino Espírito Santo
A
Festa do Divino em São Luís do Paraitinga
começa sempre numa sexta-feira, com uma novena,
realizada na igreja matriz. Ali são bentas
as bandeiras dos fiéis, que desfilarão
pelas ruas nas cerca de 20 procissões realizadas
nos 10 dias da festa.
No
sábado começam as festividades de religiosidade
popular. A primeira delas é a Procissão
do Encontro das Bandeiras. Ali as bandeiras das festas
anteriores se encontram com a dos festeiros do ano.
Essa é a bandeira que durante quase um ano
percorreu os bairro da zona rural pedindo as prendas
para financiar a festa. A procissão das bandeiras
termina no Império, uma sala muito enfeitada,
geralmente na praça da matriz, onde predomina
a cor vermelha (a cor do Divino). Ali ficarão
as bandeiras, o cetro e a coroa, símbolos do
império do Divino, que nesses dias domina (em
todos os sentidos) a cidade.
É
um local de grande devoção popular.
A novena prossegue com rezas ou missas, sempre celebradas
às 19 horas. Antes das rezas as bandeiras são
levadas em procissão do Império para
a igreja matriz. Após a celebração
litúrgica, fazem caminho inverso, cada dia
seguindo um roteiro diferente. As procissões
são acompanhadas pela banda de música,
pela Folia do Divino e por dezenas de pessoas que
levam bandeiras em sinal de devoção
e pagamento de promessas por graças alcançadas.
Durante
os dias da novena, a parte conhecida como profana
(fora do recinto e do domínio da Igreja), se
concentra na Casa da Festa, local onde ficam as prendas
e onde boa parte dos moradores da cidade (inclusive
autoridades e políticos) vão almoçar
a "comida do Divino".
O
dia principal da festa é conhecido como Grande
Dia. A cidade é despertada por volta das 6
horas com o toque da alvorada, pela banda de música
e pelo batuque da congada. As missas e apresentações
folclóricas se revezam. Congadas, moçambiques,
pau-de-cebo, o casal de bonecões João
Paulino e Maria Angu, cavalhada, distribuição
de doces para o povo, brincadeiras para as crianças,
como as corridas de ovo e corrida de saco. Um
dos pontos altos é a distribuição
do afogado. Para prepará-lo são abatidas
de 15 a 20 vacas, distribuídas na forma de
comida para o povo. O último ato paralitúrgico
da festa é a Procissão do Divino. Um
cortejo com andores artisticamente confeccionados
percorre as ruas da cidade, ladeado por irmandades
e associações religiosas uniformizadas.
O sacerdote carrega o santo lenho sob o pálio,
sustentado pelos irmãos do Santíssimo
(Irmandade existente em São Luís desde
1805). No final da procissão, durante a missa
de encerramento, o vigário anuncia o nome do
festeiro, pessoa que promoverá a festa no próximo
ano.
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